Unidades Aéreas – Parte 2: Bombardeiros

Os bombardeiros provaram-se indispensáveis nos cenários de batalha da Segunda Guerra Mundial, sendo responsáveis por permitirem condições favoráveis de combate para unidades de infantaria, blindados e até divisões de caças. Em geral, eram aviões enormes, extremamente pesados e devagares, operando em elevadas altitudes compondo formações de bombardeiros. Por serem alvos fáceis para caças-interceptadores inimigos, eram equipados com pontos de metralhadoras fixas ao longo de sua fuselagem, de onde os atiradores alvejavam aeronaves inimigas.

Os bombardeiros eram operados idealmente em conjunto com outros bombardeiros, formando grandes formações, o que permitia a cobertura de uma maior área de disparo dos atiradores. A presença de aviões caça como escolta também era recorrente nos bombardeamentos na guerra. Ambos os lados fizeram o uso massivo destes aviões, tanto em missões de apoio aéreo quanto em missões de bombardeio estratégico. Os bombardeiros tornaram-se armas letais de guerra, destruindo pontes, bases aéreas e terrestres, navios, florestas, zonas agrícolas, complexos industriais e até cidades inteiras

De Havilland Mosquito

Foi um caça-bombardeiro bimotor britânico, operado pela RAF durante a guerra. Possui aspectos técnicos de aviões caça e também bombardeiros, com uma manobrabilidade excelente para um avião desse porte, ótima capacidade de carga de armamentos ofensivos e versatilidade operacional. Introduzido em 1940, o Mosquito opera em missões de ataque ao solo, interceptação de bombardeiros, combate ar-ar e bombardeio estratégico. A aeronave não possui nenhum ponto de atiradores defensivos e é armada com quatro canhões Hispano Mk. IV de 20 milímetros, quatro metralhadoras Browning 7.7 milímetros .303, duas bombas G.P. Mk. IV de 500 libras cada e oito foguetes ar-terra não guiados RP-3 de 76 milímetros.

Avro Lancaster

Foi o bombardeiro pesado mais famoso utilizado pela RAF inglesa. Amplamente produzido e operado na guerra, entrou pela primeira vez em combate no ano de 1942, tornando se famoso ao afundar o navio alemão Tirpitz, em 1944. O Lancaster provou se extremamente eficaz nas missões de bombardeio estratégico contra alvos alemães ao longo da Europa Ocidental devido à sua capacidade de carga de bombas, podendo carregar até 8000 libras de bombas no total. É defendido por três torres de artilheiros (nariz, dorso e cauda), armadas com duas metralhadoras Browning 7.7 milímetros cada.

Junkers Ju-88

Foi um bombardeiro médio bimotor alemão, podendo efetuar missões de bombardeio estratégico nivelado, também efetuando com efetividade a função de bombardeiro de mergulho. O avião foi um dos bombardeiros mais ativos da Luftwaffe, tendo sua linha de produção iniciada em 1936. É um avião veloz e ágil para sua categoria, podendo exercer diversas funções no campo de batalha. Possui uma capacidade de carga de bombas de até 1500 quilogramas de bombas SC500K e SC100L2 e é defendido por duas torres dorsais e uma ventral, armadas com metralhadoras MG 81 de 7.92 milímetros.

Consolidated B-24 Liberator

Foi um bombardeiro pesado desenvolvido para a Força Aérea Estadunidense em meados de 1940 para substituir o B-17. Manteve-se em serviço até a década de 60, sendo conhecido pelo seu enorme alcance operacional e por sua gigantesca capacidade de carga de armamentos. Foi o avião estadunidense mais produzido durante a guerra, sendo empregado também em diversas funções como: cargueiro, avião de reconhecimento aéreo, patrulha marítima e combate anti-navio e anti-submarino. É carregado com até 8000 libras de bombas AN-M65A1 e é defendido por dez pontos de atiradores (dorso, ventre, cintura, cauda e nariz) equipados com metralhadoras Browning M2 de 12.7 milímetros.

Boeing B-17

Foi um bombardeiro quadrimotor estadunidense, sendo operado na Força Aérea Estadunidense de 1938 até o final da guerra. Era um avião enorme e potente, com uma gigantesca capacidade de carga de bombas. Foi um dos aviões mais conhecidos entre os pilotos aliados, sendo reconhecido por sua enorme estrutura de metal resistente a disparos de metralhadoras, canhões e fogo anti-aéreo. Foi amplamente utilizado em missões de bombardeiro estratégico contra complexos industriais e alvos alemães na Europa Ocidental, muitas vezes voltando para a base com enormes buracos e com pedaços inteiros perdidos. O B-17 tem uma capacidade de carga de até 8000 libras de bombas e é defendido por doze torres e pontos de artilheiros (dorso, cauda, cintura, nariz e ventre), armados com metralhadoras Browning M2 de 12.7 milímetros

Estratégias de guerra – Parte 2

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SENHORES COMANDANTES!

Espero que todos estejam estudando com vigor e raça, com muita boa vontade e, claro, vontade de arrasar no comitê. Antes de tudo, acho que por conta de todo o clima e etc., sugiro que os senhores acompanhem a leitura do post com essa música de fundo! É interessante, eu diria.

Enfim, vamos ao que interessa: já falamos de movimento de pinça, de pressão em um ponto de fraqueza e também de simulações. Ainda temos algumas outras estratégias pontuais para tratar aqui, apesar de todas terem um certo ponto em comum: o impacto que elas causam. As anteriores eram tratadas de maneira mais sutil, com uma organizam bem pensada e estruturada de maneira prévia com o exército. Aqui, nós temos algo mais impulsivo e súbito. Se O movimento de pinça era como Dostoiévski, agora nós trataremos de algo violento e surpreendente, como algo escrito por George R.R. Martin.

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Ou talvez como um filme do Tarantino

A primeira que trataremos hoje é uma bem conhecida no meio popular, e consideravelmente famosa em algumas batalhas da antiguidade: para aqueles que viram 300, sabem que um ponto de estrangulamento pode mudar o andamento de uma batalha. Se você está em um terreno favorável para sua mobilidade e pode abusar dele dentro do planejamento de ataque/defesa, use-o de modo a torná-lo parte de sua defesa.

Pense como em cinética química: se você tem uma etapa lenta, que acaba por funcionar como o “gargalo” da reação, ela define a velocidade da reação. Aqui é a mesma coisa: se você consegue usar um ponto que te defenda de ambos os lados e permita o seu ataque, quem define o andamento da guerra é você.

É claro que é consideravelmente mais difícil pensar no ponto de estrangulamento dentro de um ambiente aberto como era a a baía da Normandia, mas lembrem-se: o bom soldado é aquele que consegue manipular a informação a seu favor.

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Acho que agora, apesar de ainda ter mais dois tópicos para tratar, seria melhor se todos fossem tratados de maneira conjunta, já que dentro do contexto da batalha, eles basicamente se complementam. Em uma batalha definitiva e aberta como foi a do Dia D, muitos fatores são importantes para a efetividade tanto da defesa quanto do ataque.

O fator surpresa é algo que pode deixar o inimigo completamente desorientado, sem contar que, assim como a simulação, tratada na parte 1 do post, a surpresa pode atrair o fogo e a atenção para um ponto ou localidade indesejada do mapa. Em um desembarque, como o da Normandia, informação é tudo dentro da organização das tropas. Pensem como seria se, ao desembarcar, as tropas dessem de cara com soldados entrincheirados e esperando a ação inimiga? A surpresa seria um fator desmotivante para o exército atacante, cedendo uma maior vantagem ao defensor, que, por estar esperando grande ataque, teria tropas esperando perfeitamente. O mesmo vale ao contrário: se você tem informação de que as defesas acham que o desembarque acontece na praia X, você pode direcionar todo o contingente do seu exército à praia Y, e realizar um massacre total na região. É complicado.

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Levem isso da maneira que acharem melhor rs

Um ponto que pode ser feito de maneira conjunto ao fator surpresa é basicamente realizar algo muito comum nos dias atuais: instigar o terror. O terrorismo funciona perfeitamente bem porque, dentro dos ataques, pânico e caos são instaurados, e todo e qualquer protocolo a ser seguido é basicamente esquecido.

Uma boa maneira de tentar fazer isso é concentrando todo o maior poder de fogo em apenas uma região e abrir caminho à força. Ninguém vai ser tonto o suficiente de deixar um cavaleiro do apocalipse ceifando a vida por onde passa sem fazer nada sobre isso. É aí que mora o perigo, porque enquanto o exército inimigo precisa concentrar grande parte dos seus esforços para conter o que está acontecendo, e alguma equipe mais fraca pode fazer o que veio para fazer. Novamente, é complicado.

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Macbeth é um grande estrategista, e a posição dele pode ser um exemplo pros senhores

Agora, os senhores já tem uma base muito bem fundamentada para saber o que fazer durante os dias da simulação. NÃO DEIXEM DE PROCURAR MATERIAL POR FORA, por favor. Os diretores dispenderam muito esforço para tornar a experiência de vocês a melhor do evento! Esperamos vocês lá!!

Pedro Meireles,

Diretor Geral.

Estratégias de Guerra – Primeira parte

Senhores Generais! Bem, como o evento está chegando, acho que todos merecem ser tratados como tais, sem contar o enorme peso de responsabilidade que cairá nas mãos de vocês. Temos vidas em jogo aqui, galera. Não é só porque o nome da sua Delegação é Brigada de Guarda Parques que a única coisa que cai sobre sua salvaguarda é um Beto Carreiro da vida. E para assegurar que vocês sairão vitoriosos e, claro, achando o comitê super divertido, precisamos esclarecer alguns tópicos sobre estratégia de guerra.

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O CCO nada mais é que uma grande operação militar que envolve conhecimentos táticos, bélicos e psicológicos. Sem contar que o modo de operação do comitê se assemelha muito ao de uma sessão de RPG. Para quem não sabe (mas deveria saber por conta desse post aqui), o Centro de Comando Operacional é um órgão criado pelas simulações, então, ele tem um funcionamento diferente do geral, porque além de dar vida ao Regente de uma Divisão Militar, suas ações influenciam diretamente no andamento da sessão e, também, da Guerra. Você realmente acha que os integrantes sob sua regência seguiriam uma ordem que envolvesse um ataque suicida? Aqui não há Japoneses, meu compatriota. Então tome muito cuidado com o que você planeja fazer em suas jogadas.

Como todo bom jogo de tabuleiro, o CCO não ficaria de fora do tópico das estratégias, e a parte mais legal é que aqui é tudo de verdade. Então, vamos ao que interessa!

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Uma parte que vale ressaltar é que por mais que todos esses conceitos que irei apresentar agora já tenham sido usados em inúmeros momentos da história mundial, em todos eles sofreram as devidas adaptações. O terreno da Baía da Normandia é uma coisa consideravelmente irregular e perigosa, e isso precisa ser levado em consideração (você realmente achou que uma divisão inteira de Panzers iria se locomover facilmente por entre os Bocages franceses?)

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Comecemos com um clássico mundial. Assim como Dostoiévski está para a Literatura Mundial, o Movimento de pinça está para a guerra. Não é muito difícil entender como funciona: tente acompanhar o texto com a imagem abaixo. Sutil em questão de organização mas extremamente agressivo em sua consequência, o movimento de pinça serve para quebrar qualquer tipo de vantagem numérica e instaurar o caos no inimigo. Organizando suas tropas em um formato de V e avançando de maneira que o inimigo sempre encontre um confronto no caminho, um exército pode facilmente guiar o outro para um beco sem saída e realizar uma chacina geral. Pode-se perceber que, por cercar o exército de todos os lados (não é necessário uma parede, mas as alas defensivas do exército servem como uma barricada potente), é impossível que reforços cheguem de algum modo que seja útil.

Segue aqui uma descrição visual da batalha de Cannae, onde o movimento foi coordenado por Aníbal.

Vale ressaltar que, como já dito acima, o movimento de pinça é algo muito sutil, que demanda organização e movimento, então é necessário certo cuidado no momento do cerco, visto que a tropa inimiga pode entrar em debandada e acabar com a estratégia, como o próprio Sun Tzu havia previsto em A arte da Guerra. A maneira mais viável de se sair, apesar de que ainda muito perigosa e potencialmente fatal para quem a realiza, é o tópico que trataremos a seguir.

Quando a gente para para estudar física, parece que muita coisa não tem aplicação prática no cotidiano, principalmente porque a gente despreza mil e quinhentas ações externas para fazer os cálculos (só pensar em qualquer exercício de lançamento vertical que diz “desconsidere o atrito do ar”). Mas tem um tópico que tem inúmeras aplicações práticas dentro do cotidiano, e uma muito boa no contexto da guerra: a pressão.

Não é exatamente uma tática definida, mas é uma maneira incrível de rearranjar um ataque ou conseguir adentrar uma fortificação inimiga. Quando se está lutando em um ambiente em que um dos lados combatentes possui uma maior área de defesa, ou que criou uma barreira que impossibilita a passagem do exército em unidade, uma coisa sensata a se fazer é criar uma pressão muito forte em um ponto inimigo. Só lembrar da fórmula: quanto maior a força e menor a área, maior a pressão. Uma brecha na fortificação (quando digo fortificação, lembre-se que pode se tratar de uma barreira humana, como acontece no movimento de pinça) é criada e uma rota de fuga pode ser estabelecida. Só é necessário ter a necessidade de tomar cuidado com os flancos, que podem acabar ficando excessivamente expostos no movimento.

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Bem, estamos chegando ao final da primeira parte do post, mas nem por isso deixaremos de tratar de mais um importantíssimo tópico: A simulação.

Não, não estou falando sobre a simulação do comitê em si, mas sim sobre uma forte estratégia de guerra. A simulação foi amplamente utilizada em diversos momentos da história, principalmente da história moderna, e consiste em basicamente fazer o inimigo ter uma pista ou informação falsa sobre o que você vai fazer. Tanques infláveis já foram utilizados em guerra com esse propósito. Sim, tanques infláveis. Pense só: você está na iminência de um ataque fortíssimo, que pode mudar o rumo da guerra, mas, de repente, um espião enviado há cerca de dois anos retorna com a informação de que uma área será atacada com grande parte da potência do inimigo. Ou pior, você recebe informações do alto escalão dizendo que uma cidade foi bombardeada na madrugada da noite anterior. Com toda a certeza grande parte do potencial bélico do seu exército vai ser direcionado a essas regiões.

Quando você chega lá, pluft. Mais fictício que pesadelo. Não tem nada na região, e quando chega lá, recebe notícias do rádio sobre uma invasão em massa na cidadezinha que estava sendo protegida no dia anterior. Acho que todos sabemos onde isso acaba no final, não é?

Ilusões e simulações são uma das mais inteligentes táticas de guerra que não envolvem combate direto dentro de uma guerra. Uma realocação de uma tropa menos importante em uma posição supostamente equivocada pode atrair a atenção do inimigo para uma posição que seja mais proveitosas para os seus aliados, mesmo que acabe tendo uma certa perda. Mas o objetivo aqui é ganhar a guerra, e não todas as batalhas, lembrem-se disso.

Acho que, por ora, os senhores podem começar a montar as estratégias para o tão esperado evento. Abusem de pesquisas, vejam os mapas da guerra e como as coisas funcionaram e, claro, já comecem a pensar quais vão ser as estratégias utilizadas por vocês 🙂

Ainda essa semana teremos uma próxima parte, falando de mais estratégias e algumas ideias sobre como fazer o quê é requisitado em algumas situações de stress dentro da batalha.

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Pedro Meireles,

Diretor Geral

Unidades Aéreas – Parte 1: Caças e Caças-bombardeiro

Os aviões caça e caça-bombardeiro compuseram a maior parte do poderio aéreo de ambos os lados nos dias ativos de hostilidades na Normandia. Os caças são aviões específicos para o combate aéreo, sendo capazes de abater qualquer tipo de aeronave. Em geral, tem como característica a agilidade, aceleração, alta velocidade e a capacidade de carregar armamentos ofensivos. Os aviões caça e caça-bombardeiro efetuam as mesma s funções, porém, os caça-bombardeiro também podem exercer a função de ataque ao solo, transportando foguetes e bombas.

Ao longo da guerra estas aeronaves estiveram envolvidas em missões de interceptação de bombardeiros, escolta aérea, reconhecimento aéreo e combate, provando-se serem um grande perigo para bombardeiros, aviões de maior porte e tropas terrestres indefesas (baterias antiaéreas).

Os aviões caça e caça-bombardeiro compuseram a maior parte do poderio aéreo de ambos os lados nos dias ativos de hostilidades na Normandia. Os caças são aviões específicos para o combate aéreo, sendo capazes de abater qualquer tipo de aeronave. Em geral, tem como característica a agilidade, aceleração, alta velocidade e a capacidade de carregar armamentos ofensivos. Os aviões caça e caça-bombardeiro efetuam as mesma s funções, porém, os caça-bombardeiro também podem exercer a função de ataque ao solo, transportando foguetes e bombas.

Supermarine Spitfire

Foi o caça mais bem sucedido da Força Aérea Real, do Reino Unido.Decolando pela primeira vez em 1936 e entrando em serviço na força aérea em 1938, o Spitfire manteve-se em constante produção durante toda a guerra. Tornou-se conhecido entre os pilotos ingleses e alemães pelas suas asas elípticas e seu largo canopi, abrigando o piloto e seus equipamentos de bordo. Foi o segundo com maior manobrabilidade da época, ficando atrás apenas dos caças japoneses A6M, efetuando rapidamente curvas e manobras sob alta força gravitacional com perda mínima de velocidade. Com ótima taxa de subida e uma boa velocidade final, foi um adversário à altura dos caças Bf – 109 alemães na Batalha da Grã-Bretanha e nos encontros seguintes do cenário de guerra na Europa Ocidental.  O Spitfire é equipado com dois canhões Hispano Mk.II de 20 milímetros e quatro metralhadoras Browning .303 7.7 milímetros.

Hawker Typhoon

Foi um caça-bombardeiro extremamente versátil, sendo empregado em missões de interceptação de bombardeiros, interceptação a caças inimigos e ataque ao solo. Também a serviço da Força Aérea Real, foi pilotado nos céus europeus de 1941 a 1945. Apesar de sua alta velocidade final, seu peso e tamanho limitam brutalmente sua manobrabilidade. O Typhoon é armado com quatro canhões Hispano Mk.II de 20 milímetros, podendo transportar até 2000 libras de bombas (duas bombas Mk. I) e oito foguetes não guiados ar-terra RP-3 de 76 milímetros.

Messerschmitt Bf-109, ou Me 109

Foi o principal avião da Luftwaffe, a Força Aérea Alemã. Sendo utilizado pela primeira vez em combate na Guerra Civil Espanhola em 1936, foi o caça mais produzido da história da aviação. Era o caça preferido dos pilotos e ases de combate alemães pela sua extraordinária taxa de subida e seu armamento letal no nariz. Era um avião de manobrabilidade média, que assim como todos os caças alemães e americanos, enfrentavam as aeronaves inimigas em mergulhos de altas altitudes, acumulando grande energia através da gravidade. Foi um caça com equipamentos avançados à frente de sua época, como fuselagem de metal, trem de pouso retrátil e cabine fechada. Sua excelente performance contribuiu para que fosse operado por forças aéreas de outros países até mesmo após o fim da guerra, tendo uma grande quantidade de versões, protótipos e projetos derivados. É armado inteiramente no nariz com duas metralhadoras MG 131 de 13 milímetros e o poderoso canhão MK 108 de 30 milímetros.

Focke Wulf Fw-190

Foi um caça-bombardeiro e interceptador também a serviço da Luftwaffe. Introduzido em 1941, operou em todas as frentes de batalha da Alemanha, juntamente com o Bf-109. Em oposição ao Bf-109, é um avião com péssima manobrabilidade e taxa de subida. Porém, estas características negativas podem ser compensadas pelo seu enorme poder de fogo. É armado com quatro canhões MG 151 de 20 milímetros, duas metralhadoras MG 17 7.92 milímetros, uma bomba SC500K de 500 quilogramas e dois foguetes não guiados ar-terra e ar-ar Wfr. Gr. 21

Lockheed P-38 Lightning

Foi um caça e interceptador a serviço da Força Aérea Estadunidense de 1941 a 1945, sendo utilizado em todas as frentes de combate dos Estados Unidos na guerra. O avião tornou-se conhecido pela sua fuselagem atípica, dois motores e uma única asa transversal. É armado inteiramente no nariz com quatro metralhadoras Browning M2 de 12.7 milímetros e um canhão AN/M2 de 20 milímetros. Foi uma peça chave no cenário de guerra do pacífico, sendo muito bem sucedido em missões de interceptação de bombardeiros japoneses. Possui boa aceleração, média manobrabilidade e um excelente poder de fogo, sendo capaz de rapidamente danificar e destruir aeronaves inimigas. Sua velocidade final é média e sua estrutura e peso comprometem a estabilidade aerodinâmica em velocidades de mergulho elevadas.

Republic P-47 Thunderbolt

Foi talvez o caça-bombardeiro mais bem sucedido da guerra. Operado por várias forças aéreas aliadas aos Estados Unidos, e pela própria Força Aérea Estadunidense, foi o caça mais pesado e mais caro com motor de combustão interna da história. Seu tamanho e sua enorme potência permitem a carga de um total de 2500 libras de bombas AN-M65A1 (três bombas) e dez foguetes não guiados ar-terra HVAR, além de oito metralhadoras Browning M2 de 12.7 milímetros. Sua capacidade de carga de armamentos ofensivos e sua baixa manobrabilidade fizeram com que fosse amplamente utilizado apenas como avião de ataque ao solo, tendo em vista as vitórias em combate ar-ar dos P-51 americanos. É um avião com altíssima velocidade final, boa resistência contra projéteis anti-aéreos e é ideal para ataques contra unidades blindadas e alvos terrestres, apesar de também desempenhar a função de caça.

North American P-51 Mustang

É o segundo avião com mais abates declarados da história da Força Aérea Estadunidense, ficando atrás apenas do Grumman F6F Hellcat. O P-51 foi um caça de longo alcance extremamente vitorioso nas missões de escolta das formações de bombardeiros estadunidenses contra cidades e alvos militares alemães, sendo imprescindível para o sucesso das mesmas. Foi introduzido no início de 1942 e permaneceu em unidades ativas de algumas forças aéreas até 1980, mesmo após a era dos jatos. É uma aeronave veloz, com média manobrabilidade e boa aceleração. É armado com seis metralhadoras Browning M2 de 12.7 milímetros.

Como se vestir para a simulação?

Olá senhores comandantes! Ansiosos?

Como os senhores já devem saber, as simulações geopolíticas exigem de vocês que se vistam de acordo com a necessidade do ambiente. Hoje estou aqui para dar umas dicas nesse sentido e orientar quem está perdido.

Numa simulação regular, a vestimenta exigida é a roupa social comum, ou seja, mulheres podem utilizar blusa social, calça social, saia do tipo lápis, vestidos sem decotes grandes ou muito curtos (nesse sentido, é necessário lembrar que sua roupa não se tornar um destaque), ou então roupas que representem a cultura da nação ou povo que o delegado representa. Já no CCO, as vestimentas culturais dão lugar às roupas de época. Como o comitê é simulado na década de 40, é plausível que os participantes queiram se vestir de acordo com o que era usado na época.

Para isso, vale a pesquisa mais aprofundada de cada um no intuito de decidir o que vestir no dia. Para aqueles que não desejarem se caracterizar de acordo com a época, as roupas sociais já citadas acima continuam sendo opções viáveis. Vale lembrar que a SiGI proporciona dois dias de simulação aos senhores, então para aqueles que não gostam de repetir roupa, ou precisarem trocar a roupa entre um dia e outro por quaisquer outras questões, lembrem-se de separar mais de uma opção!

Para aqueles que gostariam de um exemplo mais prático, a mesa achou viável, por conta do clima agradável de nossa cidade amada, roupas mais aeradas, que permitam que os senhores não derretam como as estepes de Stalingrado no verão!

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Vestidos longos, como os da foto acima, são opções práticas e esteticamente muito bonitos (na opinião da mesa, claro), sem contar que permite a mobilidade das delegadas sem estar presa a nenhuma roupa desconfortável. Uma coisa importante é o uso de salto. Por ser um adereço consideravelmente chique, é uma opção válida e muito bonita, mas recomendamos a todas que levem uma rasteirinha para os momentos de pausa, porque descer do salto também é importante.

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Roupas mais da década de 40, como na foto acima, também são opção.

Agora, para os rapazes. Se alguém quiser vir vestido como qualquer integrante da família Shelby, sinta-se à vontade (fazemos total incentivo), mas lembre-se que cigarro e bebidas não são permitidos no evento.

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Mas se o estilo sobretudo/boina não cai muito bem em você, não entre em desespero! Ainda temos outras opções por aqui. Como o estilo da época se baseava bastante em Fardas e insígnias, uma boa opção é procurar por uma fantasia ou confeccionar medalhas para usar como adereço ao traje. Agora, se não tiver interesse de ir devidamente caracterizado ao ambiente de guerra, traje esporte fino ou Terno completo são as melhores opções. Não se preocupem porque não existe a necessidade estrita de usar o terno inteiro durante o período integral das simulações.

Documento de Função Operacional

COMO FAZER UM DFO? 

Olá senhores comandantes! 

Hoje vamos falar sobre o DFO – Documento de Função Operacional. Esse documento é equivalente ao DPO (Documento de Posição Oficial) nos comitês regulares.

Função do DFO

Basicamente, eles são responsáveis por apresentar aos demais comandantes qual a sua função/posição durante a batalha e devem ser entregues à mesa diretora no primeiro dia de simulação. Outros comandantes terão acesso a ele, se dirigindo até a mesa sempre que sentir necessidade de verificá-lo. 

Esse documento deve seguir uma formatação padrão que explicaremos melhor a seguir. Além disso, seu conteúdo deve ser produzido através de uma pesquisa sobre a delegação e pode ter como base os dossiês disponíveis.

Cada um dos parágrafos possui uma função no texto, que está explicado num documento mais abaixo no tópico “Formato do DFO”.

Formatação do DFO

  • Deve ter somente UMA página
  • Fonte: Arial 11 ou Times New Roman 12 
  • Cabeçalho em negrito
  • Espaçamento: 1,5
  • Deve conter paragrafação (de preferência de 1,25)
  • Deve conter a marca d’água da SiGI
  • Deve ser justificado
  • Não deve conter espaço entre os parágrafos (ou seja, deve-se desabilitar a função “adicionar espaço depois do parágrafo”)
  • Deve conter linha para assinatura com seu nome no inferior
  • Deve apresentar linguagem formal, isto é, não usar gírias ou vícios de linguagem. Lembre-se que é um documento oficial. 
Logo da SiGI para colocar como marca d’água

Formato do DFO

Fizemos um modelo pra vocês no formato ideal. Vocês também podem pesquisar em blogs de outros CCO’s pra ter uma ideia de como compor o texto.

No documento acima temos um exemplo de como deve ser o texto final. Foi retirado do blog do CCO do ano passado, disponível aqui.

É isso, comandantes! Espero que tenha facilitado a produção do DFO de vocês, e lembrem-se: sempre estamos a disposição pra ajudá-los.

Como funcionam as Ordens de Comando?

Olá comandantes! Esse post é pra quem já começou a estudar e já começou a entender como o CCO funciona. Se você está completamente perdido, não entre em pânico! Leia esse outro post e depois volte aqui. Você também pode tirar suas dúvidas com os diretores!

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Então agora que você já tá pegando o jeito do CCO provavelmente está se perguntando “Como faremos para atacar o outro lado? Eu posso mexer minhas tropas? Como eu sei o que elas estão fazendo?” e nosso objetivo nesse post é justamente responder essas perguntas, mas vamos por partes. Presta atenção aqui que isso é importante.

Cada lado terá em sua sala um mapa bem grande do campo de batalha (as belíssimas 5 praias da Normandia que falamos no guia) e pecinhas representando cada delegação. A primeira coisa a ser feita pelos delegados quando a simulação começar é decidir o posicionamento da sua delegação dentro dele. Como isso funciona? Será dado um tempo para que os delegados discutam as melhores estratégias e depois posicionem a peça correspondente à sua delegação no mapa. Esse primeiro posicionamento é importantíssimo e deve ser feito pensando em estratégias futuras. Não entendeu? Faremos um outro post só sobre esse primeiro momento, não se preocupe.

E finalmente, vamos ao assunto principal de hoje: as ordens de comando!

Ao fim dessa primeira rodada de debates, quando as peças de cada delegação já estiverem em suas posições iniciais, algumas coisas mudam. As rodadas seguintes seguirão o modelo apresentado naquele post citado lá em cima (esse aqui). E após cada rodada de debates, as duplas enviarão ordens de comando: uma para cada delegação. Essa ordem deve conter a direção que a tropa deve seguir e a ação (comando) que ela deve tomar. A segunda parte é bem direta mesmo: “atacar delegação X com 50% de força”, “ativar defesa antiaérea”, seja bem explícito e claro na descrição do que sua tropa deverá fazer. Essas ordens serão enviadas para a mesa, que analisará os resultados e trará um relatório com o que aconteceu no campo de batalha como consequência das decisões tomadas por ambos os lados. Após esse relatório, uma nova rodada de debates se iniciará e o ciclo recomeça.

O modelo de Ordem de Comando utilizado nesse CCO será o seguinte:

É importante frisar que um lado não terá acesso ao posicionamento das tropas do outro, e é por essa razão que é proibido entrar na sala do lado inimigo. Contamos com a colaboração de vocês para o bom andamento do comitê (A gente vai realocar pra outro comitê quem inventar de olhar a outra sala rs).

Como saberemos as posições dos inimigos? Como vamos atacar e entrar em combate? Então, à medida que as tropas forem avançando, elas tomarão conhecimento das tropas inimigas que estiverem por perto. É aí que as pecinhas inimigas começarão a aparecer no mapa da sua sala. É possível também utilizar missões de reconhecimento, mas isso é tema para outro post!

Note também que as ordens de comando são enviadas depois de uma rodada de debates, então apesar de ser enviada separadamente por delegação, é interessante que obedeça à lógica e estratégia acordada pelo seu lado.

E ah! Antes que eu esqueça. Durante nossa experiência como delegados e diretores de CCOs passados percebemos que é muito comum os comandantes ficarem bravos quando recebem os resultados e percebem que as coisas não saíram exatamente como planejado. Tropas que foram pro lado errado, que não atacaram como se esperava, enfim, muitas coisas. Mas isso acontece, e não há nada que possa ser mudado.

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A Nojinho representa a reação dos diretores aos delegados revoltados.

Mas por quê? A mesa errou? Não, a mesa não errou, está tudo certo mesmo, e nada do que você falar irá mudar os fatos relatados. Isso acontece por um simples fato: imagine o contexto senhores comandantes, estamos em guerra em 1944, há muitos problemas de comunicação, você está dando ordens a pessoas a muitos mil km de distância, que talvez não estejam tão dispostas a morrer pela pátria assim, as armas podem falhar, as tropas podem confundir os caminhos. MUITA coisa pode dar errado, e nem sempre você será informado do motivo. Saber lidar com imprevistos e crises é uma habilidade importantíssima para comandantes de guerra como vocês.

Está confuso ainda? Pode perguntar pra qualquer diretor pelo whatsapp, ou pelo nosso e-mail: ccoviisigi@gmail.com

-Beatriz Toscano, diretora assistente.

Como funciona o Centro de Comando Operacional

Saudações comandantes! Estão ansiosos? Pois estou aqui para trazer diretamente do centro de comando mais informações sobre este comitê.

O CCO, Centro de Comando Operacional, como devem saber, não é um órgão oficial da ONU. O CCO é muito diferente do que (provavelmente) tudo o que vocês já viram. Durante os dias de simulação os senhores serão generais do alto escalão do exército, atuando na Operação Overlord, uma das batalhas mais decisivas da Segunda Guerra Mundial.

Mas o que estou aqui hoje para contar, é sobre o andamento do comitê.

Para começar, os delegados do lado Aliado e do Eixo estarão divididos em salas distintas, as salas de comando. Nelas, poderão em conjunto expor suas ideias e discutir as melhores táticas guerra durante o período de debate. Pontuando que, o formato de discurso do comitê é a lista fechada. Mas como isso funciona?

Todas as delegações presentes serão convocadas por lista de chamada pela mesa moderadora, e ao chamado terão seu tempo de fala disponibilizado. Ao final da lista, um momento de discurso não-moderado é concedido pela mesa, onde  todos podem discutir conjuntamente sem  moderação, para uma melhor fluência do comitê e uma maior eficiência na coordenação das ações das tropas. Pois então, aproveitem esses momentos de debate não-moderado! São nessas ocasiões em que suas dúvidas poderão ser sanadas com os outros comandantes, você poderá de escutar melhor sobre as táticas dos outros comandantes, além de ser capaz de convencer eles de que a sua é a melhor!

Bem, após esse período são confeccionadas  pelos senhores as ordens de comando (que serão explicadas em um post exclusivo no futuro), que serão enviadas para da sala de operações. Após o processamento dos dados, as ordens partem diretamente para o campo de batalha, guiando à atuação das tropas. Num próximo momento, a mesa diretora voltará com o resultado das suas ações *momento de tensão* , que então resultarão em uma mudança no mapa que  possuirão na sala, e por fim, o recomeço da lista fechada.

Dessa forma esperamos que os senhores façam uma grande atuação durante o Dia D, decidindo o rumo da grande guerra!  

As demais informações vocês podem encontrar no Guia de Estudos, assim como aqui no blog, onde estaremos postando informações importantes sobre o comitê nas próximas semanas, então fiquem atentos! Espero vocês lá!!!

Att, 

Diretora assistente Maria Eduarda Mattos

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